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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) disse nesta quinta-feira (20) que a greve na Petrobrás Biocombustível (PBio), que começou nessa manhã, teve adesão de cerca de 90% dos 150 trabalhadores próprios da unidade. O movimento grevista interrompeu as atividades de produção nas usinas de Montes Claros, em Minas Gerais, e de Candeias, na Bahia. Os funcionários cruzaram os braços por tempo indeterminado indeterminado e conta também com a participação dos empregados do escritório da subsidiária, no Rio de Janeiro.

Os grevistas estão usando o movimento para apontar os prejuízos da privatização da PBio, considerada uma das maiores produtoras de biodiesel do Brasil. Os funcionários também querem abrir negociação com a gestão da Petrobrás para manutenção dos empregos de todos os petroleiros. Segundo a FUP, mesmo sendo concursados, esses empregados estariam sob ameaça de serem demitidos, caso a venda das usinas for concretizada.

Os trabalhadores da PBio pedem ainda a transferência para outras unidades da Petrobrás. A empresa aponta, no entanto, contudo, para o modelo de venda da PBio como “impossibilidade jurídica” para não atender ao pleito dos trabalhadores.

“A subsidiária é uma das maiores produtoras de biodiesel do país. Abandonar o setor de biocombustível, além de impactar a agricultura familiar, desempregando mais brasileiros e brasileiras em plena pandemia, é condenar o futuro da Petrobrás, que vem sendo apequenada pelas últimas gestões, caminhando para se tornar uma empresa suja, sem compromisso com o meio ambiente”, alertou o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar.

A federação diz também que a privatização da PBio é contestada no Judiciário, através de ações civis populares, que foram ingressadas em Minas Gerais e Bahia. Conflitos de interesses na privatização da PBio também foram alvos de denúncias na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Tribunal de Contas da União (TCU).

Fonte: https://petronoticias.com.br/fup-diz-que-greve-na-pbio-teve-adesao-de-90-de-empregados/