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O desordenamento do mercado de aço no Brasil  segue de vento em popa. Uma pesquisa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) confirma as informações que o Petronotícias vem denunciando desde o ano passado: as siderúrgicas brasileiras pararam de produzir, aumentaram os preços e focam no mercado externo suas vendas em função do dólar supervalorizado. Com isso, o mercado interno sofre com os aumentos, que já superaram mais de 130% em menos de um ano, e ainda assim, compras sem previsibilidade de entrega. Um demora que pode passar dos três meses. Todas as cadeias das indústrias brasileiras sofrem com o desabastecimento. Agora,  a CBIC quer que o governo federal, através do Ministério da Economia, corte as taxas de importação de aço de outros países na busca de preços melhores e garantia e previsibilidade de entrega. O desabastecimento e a insegurança com relação aos custos de vários materiais podem prejudicar a atividade da construção, que no início do ano projetava crescer 4% em 2021 e gerar 200 mil novas vagas de empregos.

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A CBIC realizou um levantamento com  construtoras de todo o país para verificar a real situação do problema da escassez de insumos. Entre as 206 empresas consultadas, 84% disseram que há desabastecimento de aço em suas regiões. A CBIC também perguntou às empresas quais materiais estão com o prazo de entrega maior que o habitual. Para 82,9% delas, a resposta foi o aço. Questionadas sobre o prazo médio de entrega das usinas em suas regiões, 39,3% das empresas responderam entre 30 e 60 dias e 25,7% responderam entre 60 e 90 dias.

Durante a reunião no Ministério da Economia com representantes da cadeia produtiva do aço e entidades representativas dos principais compradores do país, a CBIC propôs ao governo a redução do imposto sobre a importação do aço para tentar resolver o problema do desabastecimento: “Precisamos de um choque de oferta para restabelecer o equilíbrio entre a oferta e a demanda. Nossa proposta é a redução imediata do imposto de importação”, disse José Carlos Martins (foto à direita), presidente da entidade. A CBIC apresentou ao secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, os resultados de sua pesquisa com empresários mostrando a percepção deles em relação ao desabastecimento. Para Martins, enquanto a oferta e a demanda não forem normalizadas não será possível estabilizar preços. “Quando a construtora tenta comprar da siderúrgica e não consegue, vai na distribuidora e se depara com um valor muito alto”, disse.

Fonte: https://petronoticias.com.br/desordem-no-mercado-de-aco-no-brasil-ja-paralisa-empresas-provoca-demissoes-e-aumento-da-inflacao/