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O Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES), Associação de Engenheiros da Petrobras (Aepet), Central Única dos Trabalhadores do Espírito Santo lideram um movimento contra a venda de ativos da Petrobrás no Espírito Santo. Uma ação civil pública (ACP) para suspender imediatamente o encerramento das atividades e a venda desses ativos foi protocolada no Juízo Substituto da 5ª Vara Federal Cível de Vitória. Os autores  alegam que a Petrobrás detém cerca de 300 poços de produção de petróleo e gás natural em campos terrestres no Espírito Santo, nas cidades de Linhares, São Mateus, Jaguaré e Conceição da Barra, no norte do estado. Além disso, a empresa tem poços marítimos, em águas rasas e no pré-sal, unidades de tratamento de gás, terminais aquaviários, bem como redes de gasodutos e oleodutos. E que desde 2019, a gestão da companhia intensificou a privatização de ativos, fazendo o mesmo no Espírito Santo.

A ação pede a paralisação imediata de todas as privatizações da Petrobrás em território capixaba até que a empresa apresente um estudo circunstanciado dos impactos socioeconômicos destas privatizações e quais serão as políticas públicas para dirimir estes danos. Os requerentes também pedem na ACP a realização de audiência pública para debater a política de privatizações da Petrobrás com a sociedade capixaba e trabalhadores da companhia. A alegação é o fato de que o processo de desmobilização e venda de ativos no Espírito Santo vem sendo feito pela gestão da Petrobrás sem a devida publicidade e transparência.

O coordenador geral do Sindipetro-ES, Valnisio Hoffmann(foto), disse que “A Petrobrás vem realizando um verdadeiro desmonte de suas atividades no Espírito Santo sem levar em conta o interesse público e os impactos destas privatizações aos seus trabalhadores e suas trabalhadoras, ao estado e municípios capixabas. O grande número de autores relevantes nessa ação reforça que a preocupação com a saída da Petrobrás do estado atinge vários segmentos.”