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Autoridades da Marinha Brasileira acompanham o desenrolar do caso do petroleiro  venezuelano FSO Nabarima que está adernando  no Golfo de Paria, na Venezuela. O risco é o vazamento de  1,3 milhões de barris de petróleo. Avariada, a embarcação está inclinando e corre risco de afundar e derramar sua carga no oceano. A Marinha do Brasil faz parte do Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), que conta também com Ibama e Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que está a frente da situação. Ela emitiu uma nota que está acompanhando tecnicamente a situação. Segundo o GAA, a posição onde se encontra o FSO Nabarima fica a cerca de 1.300 km das Águas Jurisdicionais Brasileiras. Naquele local, as condições de correntes marítimas seguem em direção noroestes, ou seja, em sentido ao Mar do Caribe. Ainda assim, as entidades continuarão avaliando o comportamento das correntes marítimas e condições meteorológicas da região, além dos fatores de segurança da navegação, de forma a antecipar qualquer ação necessária no âmbito brasileiro.

O  mau estado de conservação do Nabarima aumenta o risco. se a embarcação não for reparada logo pode afundar  e provocar um dos maiores  desastres ambientais da história, poluindo as águas venezuelanas e de várias nações no Caribe. O Nabarima tem 264 metros de comprimento e com  uma carga de 1,3 milhões de barris, cinco vezes mais do que o  petroleiro Exxon Valdez derramou no Ártico em 1989. A PDVSA, estatal venezuelana,  planeja transferir parte do petróleo bruto do Nabarima para o petroleiro Ícaro por meio de uma operação de navio para navio, numa operação  ship-to-ship,  como acontece com os FPSOs transferindo sua carga para os petroleiros. As televisões americanas dizem que os Estados Unidos impuseram sanções  ao próprio Ícaro por entregar produtos petrolíferos venezuelanos para Cuba,  um dos principais aliados do Ditador Nicolás  Maduro.