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A Petrobrás fechou o terceiro trimestre do ano com um crescimento de 5,4% em sua produção total em comparação com o segundo trimestre. Ao todo, a companhia teve uma produção de 2,95 milhões de barris de óleo equivalente por dia entre julho e setembro. A estatal atribuiu o resultado à maior eficiência operacional das plataformas instaladas no Campo de Búzios (P-74, P-75, P-76 e P-77). A petroleira citou ainda como fator importante o crescimento da produção da P-70, no Campo de Atapu, que iniciou sua operação no final do mês de junho.

O desempenho dessas plataformas [de Búzios] foi suportado pela ampliação temporária da capacidade de processamento de óleo e gás das unidades, utilizando folgas de capacidade de geração de energia e compressão de gás disponíveis até o início da exportação de gás, e pelo alto potencial de produção dos poços e do reservatório”, explicou a petroleira.

Além da performance das unidades de Búzios, a Petrobrás comentou que conseguiu reduzir as perdas por indisponibilidade de linhas submarinas pelo efeito de Corrosão sob Tensão por CO2 (SCC-CO2), graças ao desenvolvimento de novas tecnologias e ferramentas de inspeção e otimização de linhas reservas.

Nossa produção de óleo e gás no Brasil cresceu em 9,0% nos primeiros nove meses deste ano em relação ao ano passado. A produção dos campos do pré-sal se expandiu em 32%, enquanto nas demais áreas, pós sal, águas rasas e terrestres, houve contração”, anunciou a companhia em seu relatório de produção mensal, divulgado na noite de hoje (20).

Em virtude desse cenário, a Petrobrás acredita que sua produção média em 2020 ficará em 2,84 milhões de barris de óleo equivalente por dia, sendo 2,28 milhões de barris de óleo por dia, com variação de 1,5% para cima ou para baixo. Se concretizado, esse volume superará até mesmo o limite superior (2,5%) das metas originalmente divulgadas para o ano (2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia e 2,2 milhões de barris por dia). 

Sobre o refino, a empresa informou que “a retomada da demanda no mercado doméstico resultou em recuperação das vendas e da produção de derivados. Consequentemente, o fator de utilização (FUT) das refinarias passou a flutuar em torno de 80% no 3T20, depois de atingir 55% em abril. Desse modo, a produção de combustíveis foi 17,8% maior do que no 2T20 e nos 9M20 superou em 1,7% a do mesmo período do ano passado”.