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O Brasil quer se engajar ainda mais na cooperação energética com seus parceiros do BRICS – Rússia, Índia, China e África do Sul – em tecnologias envolvendo o hidrogênio e pequenos reatores modulares. O desejo foi apresentado nesta semana pelo Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que afirmou ainda que o país também busca parcerias em energias renováveis, eficiência energética e biocombustíveis. Albuquerque fez as declarações durante a reunião de ministros de energia do BRICS, realizada por videoconferência.

Em termos de cooperação tecnológica, daremos especial atenção à captura e armazenamento de carbono (CSS) e ao hidrogênio, tecnologias ainda em fase de consolidação no Brasil”, afirmou o ministro em seu discurso. “Também queremos colaborar no campo de energia nuclear, sobretudo nos pequenos reatores nucleares, em linha com o nosso objetivo de expandir a participação do setor na matriz energética brasileira”, acrescentou.

A geração nuclear terá um papel relevante na cooperação energética firmada entre os países do BRICS. No planejamento estratégico aprovado pelos ministros de energia do grupo, a tecnologia ganhou um peso extra para os próximos anos. No documento, o BRICS classifica a energia nuclear como um importante contribuinte para sistemas de energia mais limpos, por conta da baixa emissão de gases do efeito estufa. “A energia nuclear também pode ser utilizada de forma eficaz para a produção de novos transportadores de energia, como o hidrogênio, bem como para o fornecimento confiável de energia a áreas remotas por meio da implantação de pequenos reatores modulares”.

Mas a cooperação não se resumirá ao ambiente nuclear. O ministro Albuquerque também comentou sobre o interesse do Brasil em compartilhar experiências e trocar conhecimentos em outras tecnologias. “O Brasil tem interesse em engajar-se, com especial empenho, nas vertentes de energias renováveis e biocombustíveis, tendo em conta a importância dessas fontes na matriz energética brasileira e valendo-se do papel que temos desempenhado nesses setores”, disse.

Por fim, o ministro falou ainda que o Brasil está particularmente interessado em avançar na cooperação em eficiência energética. “Trata-se, neste acaso, do que muitos veem como uma verdadeira ‘fonte de energia escondida’, com imenso potencial de contribuir para a transição para um futuro energético mais limpo e sustentável”, concluiu.