A Eneva comprou o campo de Azulão da Petrobras em novembro de 2017 por US$ 54,5 milhões. A área foi descoberta em 1999 e declarada comercial em 2004, mas até sua venda – 13 anos depois – não foi colocada em operação pela estatal, que chegou a estudar diversos modelos de produção para o projeto.

O estado do Amazonas é um grande produtor de petróleo e gás natural, em terra, mas na Bacia do Solimões, onde há infraestrutura para movimentação e processamento de óleo e gás, e escoamento para Manaus. Os ativos serão vendidos e Eneva apresentou a melhor oferta na concorrência aberta pela Petrobras.

O gás produzido em Azulão será usado na geração de energia pela termoelétrica (UTE) Jaguatirica II, de 117 MW de potência, contratada no 1º leilão para atendimento aos sistemas isolados, realizado em 2019.

O gás natural do campo de Azulão será liquefeito e transportado por carretas para Boa Vista, capital de Roraima.

A energia servirá para atender Roraima, onde está localizada a usina, único estado do país ainda desconectado do Sistema Interligado Nacional (SIN) de transmissão de energia. Depende, portanto, da geração local.

Ao todo, a previsão de investimento é de R$ 1,8 bilhão.

Marcos do projeto de Azulão

  • Maio de 2021: produção dos primeiros volumes de gás natural, para comissionamento da planta;
  • Janeiro de 2020: aprovação de financiamento de R$ 1 bilhão do Banco da Amazônia;
  • Outubro de 2019: enquadramento, pelo Ministério de Minas e Energia, da UTE térmica Jaguatirica II como projeto prioritário para emissão de debêntures incentivadas;
  • Setembro de 2019: emissão de licença do IPAAM (Amazonas) para a construção das unidades de tratamento de gás natural e de liquefação em Azulão;
  • Maio de 2019: Eneva negocia a energia de UTE Jaguatirica II no 1º leilão para um sistema isolado;

Compra de ativos no Amazonas

A aposta da Eneva na região vai além de Azulão. Em fevereiro, a Petrobras anunciou que a empresa venceu a disputa com a 3R Petroleum pelo Polo Urucu, na Bacia do Solimões.

Em dezembro de 2020,  a Eneva arrematou sete blocos exploratórios no Amazonas, Mato Grosso do Sul e Goiás no 2º leilão da oferta permanente, além do campo de Juruá, no Solimões e na mesma região operacional do Polo Urucu – Juruá não foi desenvolvido e não possui infraestrutura.

Reveja a live sobre os resultados do 2º ciclo da oferta permanente

De segunda a sexta, pela manhã, assinantes da newsletter Comece seu dia recebem por e-mail um briefing produzido pela agência epbr com os principais fatos políticos, notícias e análises sobre o setores de petróleo e energia.

Fonte: https://epbr.com.br/eneva-inicia-producao-de-gas-natural-no-amazonas/