Diretor-Geral-de-Desenvolvimento-Nuclear-e-Tecnologico-da-Marinha-preside-3a

Enquanto o setor nuclear brasileiro se prepara para a retomada das obras de Angra 3, outras discussões sobre novas tecnologias ocorrem em paralelo, tendo em vista o futuro da nossa matriz energética. Nesse sentido, o Conselho Curador da Associação Brasileira para Desenvolvimento das Atividades Nucleares (ABDAN) se reuniu recentemente para debater pautas do segmento. Um dos assuntos tratados no encontro, realizado por videoconferência, foi sobre o uso de pequenos reatores modulares (SMR, na sigla em inglês). A reunião foi conduzida pelo Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen (foto), que preside o Conselho Curador.

A ABDAN irá, a partir de agora, estimular o uso de SMRs no Brasil e está se organizando para propor um conjunto de ações para atingir esse objetivo. Os reatores modulares possuem geralmente 300 MWe de potência ou menos. Como o nome sugere, são projetados com tecnologia modular para trazer economia com custos e diminuir o tempo de construção.

1615851458_967_Diretor-Geral-de-Desenvolvimento-Nuclear-e-Tecnologico-da-Marinha-preside-3a

No Brasil, embora ainda não existam planos oficialmente anunciados para esta tecnologia, os SMRs poderiam ser utilizados em locais remotos do país. O Plano Nacional de Energia 2050, apresentado ano passado pelo governo federal, prevê que “nas próximas décadas a expansão da geração de energia nuclear no mundo será baseada em modelos da Geração III+ e SMRs”.

Além do tema dos reatores modulares, a reunião dos conselheiros da ABDAN discutiu também o planejamento estratégico da associação na moldura temporal entre 2021 e 2026. O encontro teve ainda o anúncio da nomeação do Vice-Almirante Noriaki Wada como novo membro do Conselho Curador. Atualmente, Wada é Comandante do 3º Distrito Naval e ex-Coordenador do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro (CDPNB) do GSI-PR.

Fonte: https://petronoticias.com.br/abdan-discute-acoes-para-estimular-uso-de-reatores-modulares-no-brasil/