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O enriquecimento do urânio a 20% ( para uso militar), ainda está dando pano para mangas. Hoje, o Diretor Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi(foto principal), em uma entrevista à Reuters, em Viena, sede da agência,  disse que  não pode julgar se o Irã escolherá se tornar o segundo país apenas, depois da Coréia do Norte, a negar o acesso de  inspetores às instalações nucleares. O enriquecimento de urânio a 20%, um nível de pureza cinco vezes maior que o acordado no Plano de Ação Conjunto Global (JCPoA). O anúncio ocorreu após a aprovação de uma nova lei pelo parlamento iraniano, movido depois do assassinato do maior  talento iraniano no setor nuclear, Mohsen Fakhrizadeh (foto à direita), que liderava o programa do Irã. E também em resposta a  morte do líder da Guarda Nacional, General Qasem Soleimani. Fakhrizadeh foi morto num atentado em novembro do ano passado perto de Teerã, e Soleimani foi atingido por um foguete disparado de uma Vant militar dos Estados Unidos, quando estava perto do Aeroporto de Bagdad, no Iraque, em janeiro de 2020.

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Qasem Soleimani

A nova lei exige que a Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI) produza pelo menos 120 kg de urânio enriquecido a 20% por ano na instalação nuclear de Fordow. A lei também estipula que o Irã não estará mais vinculado ao Acordo de Salvaguardas do TNP e ao Protocolo Adicional que assinou com a AIEA, o que significa que o acesso a suas instalações nucleares por inspetores internacionais não seria mais permitido. Grossi disse que não estava claro se a comunicação que havia recebido de Teerã sobre um novo aumento do enriquecimento de urânio era “uma intenção ou uma decisão real. Eles indicaram que continuariam com esse processo”.

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Um porta-voz da AIEA disse ao World Nuclear News  que Grossi informou aos Estados-Membros da agência  que em 4 de janeiro o Irã havia começado a alimentar urânio já enriquecido com até 4,1% de U-235 em seis cascatas de centrifugação na Fábrica de Enriquecimento de Combustível Fordow para enriquecimento posterior até 20 %. Inspetores da AIEA estiveram presentes no local para retirar o selo da agência de um cilindro com o material de alimentação. As seis cascatas foram reconfiguradas como três conjuntos de duas cascatas interconectadas, compreendendo um total de 1044 centrífugas IR-1. O E-3, formado pela  França, Alemanha e Reino Unido. “Estamos em uma nova realidade”, disse Grossi sobre a mudança para 20% de pureza porque está longe do limite de 3,67% estabelecido pelo JCPoA: “Sabemos que isso foi resultado do tipo de lógica olho por olho que entrou em jogo quando os Estados Unidos anunciaram sua retirada do acordo nuclear, mas a diferença antes não era tão grande e era simplesmente para mostrar que eles estavam acima a limitação acordada. Agora, 20% é outra coisa. É um grau muito mais alto que requer mudanças importantes na operação e, claro, atrai muito mais atenção internacional pela correlação que existe entre o enriquecimento de urânio e a capacidade para chegar a níveis que são potencialmente de uso militar. “

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Sobre  quando o Irã alcançaria sua meta de 20%, Grossi disse não  poderia revelar   porque é um segredo, mas projeta que os volumes de cerca de 10 quilos ou um pouco mais por mês.  “Devo levar isso a sério porque é uma lei e o governo parece ter a intenção de cumpri-la. Esta é uma situação nova, visto que nunca fomos confrontados com uma lei abrangente e o governo nos informa aos poucos.” Ele disse estar em diálogo constante com a AEOI e o Ministério das Relações Exteriores do Irã. A agência também não foi informada de uma  suspensão iminente das atividades de seus inspetores? Grossi disse que  levaria  isso a sério  e que estava  preocupado.

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Rafael Grossi  disse que o papel apolítico da AIEA, impede que ele  aconselhe os chefes de estado dos signatários do JCPoA, incluindo o novo governo dos Estados Unidos, sobre como o acordo nuclear poderia ser reiniciado. Mas que é claro que chegar a uma solução é “inestimável para quem tem interesse na paz e segurança internacionais. Eles têm que decidir o que vão fazer. O que temos que ter muito claro é a situação técnica e as formas de fiscalização, para garantir que haja previsibilidade para todos.” Ele disse ainda quer  “O acesso para os inspetores da AIEA e a cooperação com a AIEA em um sentido mais amplo é indispensável. Sem isso é muito difícil ter boas relações com a comunidade internacional. Isso não se limita apenas a Irã. Se você pensar nos países que não permitem a presença da AIEA, você encontrará apenas um, que tem muitos problemas. A Coreia do Norte(foto a esquerda) expulsou os inspetores da AIEA. Somos uma organização internacional, então somos um alvo fácil. Expulse-nos , mas somos a personificação do direito internacional. “

Fonte: https://petronoticias.com.br/ira-pode-produzir-10-quilos-por-mes-de-uranio-a-20-e-esta-na-iminencia-de-proibir-visita-de-inspetores-da-aiea/