21. DEZ, 2020 0 COMENTÁRIOS

GerarNovaImagemJpeg

Novo supercomputador da Petrobrás terá capacidade de processamento geofísico superior à do Atlas e do Fenix juntos.

A Petrobrás começou a montar seu novo supercomputador, que será usado para processamento de dados geofísicos da companhia. A nova máquina ganhou o nome de Dragão e seu processo de montagem deve levar até três meses. O início de operação com plena operação está previsto para o segundo semestre de 2021. Ao todo, o transporte das peças demandou dez caminhões. Se fosse instalado em uma única fileira, o Dragão teria mais de 34 metros de comprimento.

Além de ser usado no processamento de dados geofísicos da Petrobrás, o supercomputador também atenderá as necessidades de dois programas da estatal: o EXP100 (que visa ter 100% de sucesso nos projetos exploratórios) e o PROD1000 (que mira iniciar a produção da acumulação em 1000 dias após a descoberta). Os geofísicos e analistas de sistemas da Petrobrás criarão algoritmos para a geração de imagens da subsuperfície com maior resolução em áreas de interesse para exploração de petróleo e gás natural.

A Petrobrás, como se sabe, tem apostado pesadamente em ferramentas digitais, seguindo a tendência da Indústria 4.0 que tomou conta do setor de óleo e gás. Em menos de dois anos, a estatal colocou em produção nove supercomputadores, inclusive os dois maiores da América Latina (Atlas e Fenix), que também têm a função de porcessar dados geofísicos. O supercomputador Dragão terá capacidade de processamento geofísico superior à do Atlas e do Fenix juntos.