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A Petrobrás detalhou na manhã desta segunda-feira (30) o seu novo Plano de Negócios para o período de 2021 a 2025. Nesse planejamento, a companhia classifica a Bacia de Campos como uma área estratégica e destinará um volume de US$ 13 bilhões para os campos da região. O valor, contudo, será menor em relação aos recursos previstos no Plano de Negócios anterior (2020-2024), que previa um volume de US$ 20 bilhões.

Os números foram detalhados pelo Diretor de Exploração e Produção da estatal, Carlos Alberto Oliveira. O executivo explicou que alguns dos motivos que fizeram a empresa reduzir o volume de investimento foram a desvalorização do real e a inclusão de ativos da Bacia de Campos no programa de desinvestimentos. Além disso, ele citou que a Petrobrás também fez otimizações, postergações e até mesmo cancelou projetos, contribuindo assim para a redução na previsão de investimentos na área.

Apesar do menor volume de investimentos, Oliveira disse que a Petrobrás espera ainda que a Bacia de Campos chegue a 2024 com o mesmo patamar de produção registrado em 2019, não computando os desinvestimentos efetuados. Essa meta tinha sido estabelecida no planejamento estratégico anterior e foi mantida para o novo plano, divulgado na semana passada.

O diretor de E&P da estatal afirmou que uma fatia de 10% dos US$ 13 bilhões previstos para Campos será destinada à exploração de 14 blocos adquiridos entre 2017 e 2019 pela Petrobrás durante os leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP). “Esse volume de blocos corresponde a quase 60% do total de blocos que adquirimos nessas licitações. Em 2021, devemos perfurar quatro poços exploratórios, todos com objetivo no pré-sal”, detalhou.

Oliveira mencionou também que dentro do foco estratégico de investir em ativos de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas, a Petrobrás prevê recursos relevantes para além das fronteiras da bacias no Sudeste. “Temos cerca de US$ 1 bilhão de dólares para investir em exploração na Margem Equatorial [que compreende às bacias de Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar], onde vemos uma frente exploratória potencialmente importante. E também daremos seguimento ao projeto de desenvolvimento de Sergipe, onde devemos investir cerca de US$ 2 bilhões”, concluiu.