Roberto-Castello-Branco

O terceiro trimestre de 2020 terminou com prejuízo financeiro para a Petrobrás. A companhia divulgou no início da noite de hoje (28) que apurou perdas de R$ 1,546 bilhão entre julho e setembro. Este já é o terceiro trimestre seguido de prejuízos da petroleira. Entre janeiro e março desse ano, a companhia já havia amargado perdas de R$ 48,5 bilhões; e entre abril e junho, o balanço ficou negativo em R$ 2,7 bilhões. No terceiro trimestre de 2019, a companhia havia registrado lucro de R$ 9,087 bilhões.

A Petrobrás disse que apesar do prejuízo no terceiro trimestre, conseguiu ganhos com maiores volumes de vendas de petróleo e derivados e maiores preços do barril Brent. Contudo, esse aspecto positivo não foi suficiente para sanar os efeitos das despesas financeiras durante o período, influenciadas por prêmios pagos na recompra de títulos.

A estatal declarou que o terceiro trimestre teve receitas de vendas que somaram R$ 70,7 bilhões durante o intervalo, uma alta de 39% na comparação com o trimestre anterior. Segundo a empresa, o período foi marcado pela recuperação da demanda de derivados de petróleo no Brasil (crescimento de 18% no volume de vendas). Outros fatores também justificaram as maiores receitas, como aumento de participação de mercado, a manutenção do patamar elevado das exportações e o crescimento de 48% nos preços do Brent em reais.

Apesar das restrições impostas pela pandemia e pelo ambiente incerto, nosso desempenho operacional e financeiro melhorou significativamente conforme demonstrado pelo aumento da produção de petróleo e gás natural e do fator de utilização de nossas refinarias e pela forte geração de caixa”, escreveu o presidente da petroleira, Roberto Castello Branco.

O executivo também destacou que o fluxo de caixa livre nos primeiros nove meses do ano atingiu US$ 16,4 bilhões, enquanto que o fluxo de caixa livre para os acionistas foi de US$ 6,8 bilhões. “O forte desempenho permitiu reduzir nossa dívida bruta de US$ 87,1 bilhões, em 30 de dezembro de 2019, para US$ 79,6 bilhões, em 30 de setembro de 2020”, acrescentou o presidente. Castello Branco disse que esse valor de endividamento está abaixo da meta de manutenção da dívida no mesmo nível de 2019, em virtude do cenário desafiador de 2020.