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A Armênia e o Azerbaijão entraram em guerra neste domingo (27).  Foi emitida uma lei marcial e a mobilização militar total depois de confrontos com forças do Azerbaijão. O anuncio foi feito pelo  primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan. O chefe do Governo armênio apelou aos cidadãos para se “prepararem para defender o país”. Os dois países noticiaram violentos combates em redor do enclave controlado pela Armênia e situado em território azeri. A Armênia acusou o Azarbeijão de ter atacado localidades civis na região: “A nossa  resposta será proporcional e a liderança politico-militar do Azarbeijão tem responsabilidade total pela situação.”

Oleodutos e gasodutos transportando petróleo e gás do Azarbeijão passam perto de Nagorno-Karabakh. Em Julho, durante confrontos na fronteira, o Azarbeijão ameaçou atacar um complexo de energia nuclear na Armênia. O ministro dos negócios estrangeiros russo Sergei Lavrov falou hoje pelo telefone com as maiores autoridades da  Armênia e do Azarbeijão. Tropas armênias tinham abatido quatro helicópteros militares, 15 drones e 10 tanques azeris depois de forças do Azarbeijão terem começado a bombardear a capital Stepanakert. O ministério confirmou que um dos seus helicópteros tinha sido abatido mas acrescentou que a tripulação sobreviveu. As autoridades azeris dizem ter capturado sete aldeias algo negado por Nagorno-Karabakh

Os confrontos provocaram de imediato uma intensa atividade diplomática para se tentar impedir a intensificação do conflito entre a Armênia de maioria cristã e o Azarbeijão de maioria muçulmana. A Turquia disse que a Armênia deve imediatamente cessar o que chamou de hostilidade para com o Azarbeijão: “Condenamos em termos fortes o uso da força e lamentamos a perda de vida sem sentido, incluindo civis. Apelamos às duas partes para imediatamente porem fim às hostilidades e recomeçarem negociações para se encontrar uma solução sustentável do conflito”.