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Quando o cantor Djavan escreveu o sucesso “Eu te Devoro” poderia até explicar que sua inspiração poderia ter sido nas operações e nas atitudes da atual diretoria da Petrobrás: “ Teus sinais me confundem da cabeça aos pés e por isso eu te devoro”. Isso explica muito bem quando a estatal sai pelos quatro ventos dizendo que quer vender suas refinarias, briga, enfrenta a insatisfação de todo mundo por isso, mas ao mesmo tempo dá provas que elas são eficientes e rentáveis. Veja a informação  de hoje (16) que a empresa anuncia com orgulho: a REDUC, Refinaria Duque de Caxias, no Rio, alcançou em agosto de 2020 o recorde de produção de diesel com baixo teor de enxofre (S10). No mês, foram produzidos 149.168 m³ de Diesel S10, superando em mais de 12% a marca anterior, de maio de 2015, quando a refinaria produziu 132.852 m³ do derivado. A Petrobrás quer vender o que é bom pra ela.

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Com a redução da demanda de querosene de aviação (QAV), a refinaria apostou em uma nova formulação de Diesel S10, destinando essa carga para ser misturada aos derivados de menor valor agregado, obtendo como resultado final o Diesel S10. Em seu comunicado a empresa diz que: “A confiabilidade da produção da Reduc, aliada à implantação do escoamento de S10 por cabotagem em agosto deste ano, possibilitaram alcançar essa nova marca. Os recordes de Diesel S10 acompanham a evolução dos motores de veículos pesados e utilitários movidos a diesel, responsáveis pela maior parte da circulação de mercadorias no território brasileiro. Atualmente, existem no Brasil dois tipos de diesel rodoviário: o Diesel S10 e o Diesel S500, sendo este último utilizado apenas por veículos fabricados até 2011.”

A capacidade das unidades de hidrotratamento de diesel da Reduc é de 5.000 mil m³/dia. Estas unidades tem  alta tecnologia e promovem a redução do teor de enxofre e melhoria do desempenho do produto com impactos positivos na redução de contaminantes para o meio ambiente. Por conta deste processo, o uso de Diesel S10 permite redução das emissões de compostos de enxofre e melhoria da qualidade da ignição. “Além da diferença no teor de enxofre, os produtos têm características específicas, como a diferença no número de cetano, índice que mede a qualidade de ignição, ou seja, quanto maior melhor. No S10, o índice chega a 48, enquanto que no S500 é de 42”, diz a empresa.