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A empresa Oceaneering vai entrar em uma nova etapa dentro do seu contrato de Drill Pipe Riser (DPR) com a Petrobrás, que prevê o apoio às operações de intervenção e completação. Para detalhar um pouco mais essa nova fase, conversamos com o OPG Brazil Manager da companhia, Daniel Nogueira, e a gerente de projetos de DPR, Sabina FrancoNogueira comentou sobre os resultados da primeira campanha com o uso da tecnologia, que deixou um saldo bastante positivo. “Todos os requisitos do contrato foram cumpridos e terminamos com 99% de disponibilidade. Isso é muito bom para a equipe. O desempenho do equipamento foi excelente, conforme prometido”, avaliou. Já Sabina revela que a Oceaneering está avançando para as próximas campanhas do contrato, já incorporando algumas lições aprendidas durante a primeira fase. Enquanto avança no projeto com a Petrobrás, a Oceaneering continua de olho em novas oportunidades. “É cedo para discutir um novo DPR. No entanto, isso não está fora de nossos planos. Este contrato nos deu diferentes perspectivas com os nossos clientes, e contamos com um vasto portfólio de soluções de engenharia e sistemas de intervenção de alta tecnologia que podem tornar as operações mais eficientes”, completou Nogueira.

Gostaria que fizesse um balanço desta primeira campanha DPR 5K para a Petrobrás. Quais foram os principais resultados desse contrato?

Daniel – É muito gratificante chegar a este ponto depois de dois anos crescendo juntos e trabalhando duro como equipe. Esta primeira operação foi um grande marco para a Oceaneering. Mantivemos o foco em HSE [saúde, segurança e meio ambiente] e Qualidade para garantir que as necessidades do cliente fossem atendidas.

Especificamente, para a primeira operação, tivemos um saldo positivo. Trabalhamos junto com a Petrobrás e planejamos todas as etapas operacionais com antecedência. Em função do pré-planejamento do projeto, foi possível realizar os testes e definir o melhor layout para a operação.

Todos os requisitos do contrato foram cumpridos e terminamos com 99% de disponibilidade. Isso é muito bom para a equipe. O desempenho do equipamento foi excelente, conforme prometido. Nossa missão é “resolver o insolucionável” e vamos em frente demonstrando isso a cada dia.

Certamente, mesmo com o sucesso dessa primeira implantação, também buscamos continuar aprimorando nossas operações com as lições aprendidas. Assim, assumimos esse desafio e seguimos avançando com a melhor solução para o nosso cliente.

Antes de fechar esse contrato com a Petrobrás, a Oceaneering dedicou alguns anos se preparando para entrar neste mercado. Poderia nos falar desse processo?

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Sabina – Foram cerca de 10 anos estudando e entendendo o mercado antes de conquistar o contrato. Esse foi o maior desafio da empresa. A Oceaneering é uma fornecedora global de serviços e produtos de engenharia, principalmente para a indústria de energia offshore, com foco em aplicações em águas profundas.

Tínhamos experiência em IWOCS [Installation and Workover Control Systems] e tivemos que trabalhar muito para demonstrar que os sistemas poderiam fazer parte do nosso portfólio e só depois começamos a trabalhar com o cliente. Estamos vendo os resultados agora, ao fornecer equipamentos e pessoal de alto desempenho.

Após a conclusão desta primeira campanha de DPR, quais serão os próximos passos?

Sabina – Como sabemos, a operação nunca para. Neste momento, estamos avançando para outras campanhas de DPR. Como o Daniel disse antes, já incorporamos algumas lições e esperamos ter mais sucesso do que na primeira.

Existe perspectiva de conquistar novos contratos de DPR no Brasil? E quais são as perspectivas da Oceaneering no Brasil para este ano e os próximos?

Daniel – Estamos continuamente em busca de novas oportunidades no mercado brasileiro. É cedo para discutir um novo DPR. No entanto, isso não está fora de nossos planos. Este contrato nos deu diferentes perspectivas com os nossos clientes, e contamos com um vasto portfólio de soluções de engenharia e sistemas de intervenção de alta tecnologia que podem tornar as operações mais eficientes.

Esses sistemas são usados com frequência em todo o mundo, mas não são tão conhecidos no Brasil. Mantemos o foco em tornar as operações melhores para o nosso cliente. Podemos fazer isso com ferramentas já disponíveis para nós, como o ROV Workover Control System (RWOCS) ou Flowline Remediation System.

Nosso maior desafio é tornar nosso portfólio de tecnologias e serviços mais conhecido no setor, mesmo sem os eventos habituais da indústria, em virtude da pandemia do coronavírus. Por isso, estamos aproveitando algumas reuniões e seminários virtuais para promover nossas tecnologias e serviços.
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