A viagem do Presidente Jair Bolsonaro no próximo domingo (17) para os Estados Unidos, vai consolidar alguns acordos já costurados pelos grupo de apoio dos dois países. Além de liberar a exigência de vistos para americanos, canadenses, japoneses e australianos, haverá avanços nas negociações do setor de energia.  O ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, deve acertar um acordo para abrir caminho às empresas norte-americanas explorarem as minas de urânio e investirem em novas usinas nucleares. Bento Albuquerque, já se reuniu com o secretário de Energia dos EUA Rick Perry em Houston esta semana e discutiu a criação de um fórum bilateral sobre cooperação energética que incluiria projetos nucleares.

O Brasil espera a definição para a conclusão da usina de Angra 3, cuja licitação será anunciado brevemente, com perspectivas das obras serem retomadas no ano que vem, com financiamento privado. Já há algumas empresas interessadas, como a francesa EDF, a russa Rosatom, a CNNC, da China, e as americanas GE e Westinghouse. O modelo que desse ser seguido é o de financiamento e a venda de energia feitos pelo investidor e a operação pela Eletronuclear.

O esforço para atrair interesse comercial estrangeiro é também um exemplo dos esforços do governo para liberalizar partes da economia. As Indústrias Nucleares do Brasil, controladas pelo Estado, ou a INB, atualmente detêm o monopólio da extração de urânio. No Brasil, o setor de mineração já é totalmente privado e não deverá haver problemas para deixar as empresas americanos explorem a produção de urânio  e venda para a INB processar e produzir combustível no Brasil. O Brasil tem cerca de 5% dos recursos mundiais de urânio e duas usinas atômicas, Angra 1 e Angra 2, gerando cerca de 3% de sua eletricidade, segundo a Associação Nuclear Mundial. Uma terceira planta, Angra 3, está sendo avaliada atualmente; poderia custar até US $ 16 bilhões e ser concluído em 2023.